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[22/12/2010] Redes virtuais abrem frente de novos negócios

Jornal Valor Econômico - Tecnologia & Comunicações: Thalita Moreira (São Paulo)

Qua, 22 de Dezembro de 2010

Está aberta a temporada de negociações para as empresas interessadas em prestar serviços às redes virtuais de telefonia móvel – mercado que pode chegar a 40 milhões de usuários no Brasil em dez anos, segundo estudo da consultoria AT Kearney.

A aprovação, na última quinta-feira, do regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para as “operadoras virtuais” promete aquecer as perspectivas de negócios para consultorias e empresas de tecnologia.

São essas companhias que farão a ponte entre as operadoras reais (TIM, Claro, Vivo e Oi, além de outras menores, como CTBC e Sercomtel) e as virtuais – bancos e redes varejistas, por exemplo, que alugarão as redes das teles para oferecer serviços de telefonia móvel. É um flanco que abre possibilidades para prestar uma série de serviços, desde auxiliar na gestão até negociar com provedores de sistemas aplicativos.

Não se sabe ainda quanto esse mercado movimentará. Criar uma operação virtual de telefonia móvel vai exigir investimentos de “centenas de milhões de dólares”, diz o presidente da AT Kearney no Brasil, Raul Aguirre. O executivo cita como exemplo a Virgin, da Inglaterra, que investiu US$ 400 milhões para lançar seu serviço.

“Quem estava analisando esse mercado vai tirar seus planos de negócio da gaveta”, afirma Luís Minoru, diretor de consultoria da PromonLogicalis integradora de sistemas de tecnologia. A empresa planeja atuar como consultora para os candidatos a lançar uma operação virtual de telefonia móvel.

O regulamento para as MVNOs (sigla em inglês para operadora móvel com rede virtual) prevê dois níveis de intermediários entre a empresa dona da infraestrutura e a que vai oferecer o serviço de celular com marca própria.

Um dos intermediários é chamado de “agregador” – uma espécie de assessor para a operadora virtual. É ele quem vai auxiliar na definição do contrato com as teles. Companhias como a PromonLogicalis e consultorias como AT Kearney e McKinsey estão atentas a esse filão.

“Queremos atuar como consultores para a estratégia de entrada das companhias no mercado” afirma Aguirre, da AT Kearney.

Outro intermediário será o “viabilizador”, que fornecerá os elementos técnicos – software, aplicativos, sistemas de mensagens – para dar ao serviço de telefonia móvel a cara que a operadora virtual quer.

Esse segmento tem atraído a atenção de uma série de empresas e deve trazer ao país grupos com experiência em outros mercados. Uma delas é a belga Effortel, que atende o Carrefour nos países onde a rede de supermercados tem operações virtuais de telefonia móvel.

Segundo fontes ouvidas pelo Valor, as próprias teles planejam criar unidades de negócio para tuar nesse nicho. Procuradas pelo Valor, as operadoras Vivo, TIM, Claro e Oi não comentaram o assunto.

Pequenas companhias brasileiras também estão se movimentando. A Bichara Telecomunicações, fornecedora de equipamentos para as teles, criou uma unidade de negócios – a Orange Telecom – para atender as operadoras virtuais. Daniel Bichara, sócio da empresa, espera faturar cerca de R$ 7 milhões nesse segmento em 2011.

A Bsmart, programadora de aplicativos para celular, negocia parcerias com grupos estrangeiros interessados em atuar no Brasil. Alexander Dannias, diretor da empresa, diz que quer fazer a intermediação completa do negócio.

Confira a reportagem escaneada.

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